O ecossistema do Ethereum (ETH), a segunda maior criptomoeda por valor de mercado, pode revelar os motivos por trás dos movimentos de preço da criptomoeda, alguns deles diretamente ligados às baleias do mercado.

A estrutura computacional da rede Ethereum faz dela uma blockchain que simula um supercomputador, propiciando a criação de diversos negócios disruptivos, entre eles, os protocolos DeFi (Finanças Descentralizadas).

Uma visão interessante aparece quando comparamos o preço do ETH com o total de ETH transferido. Como seria de esperar, os picos de ETH transferidos se correlacionaram com oscilações de alta/baixa no preço do ETH. Uma alta em particular em 16 de maio do ano passado levou a um curioso rali de um mês, terminando no preço máximo de junho, com as transferência de ETH caindo imediatamente aos níveis normais. 

Como podemos observar no gráfico abaixo:

A título da curiosidade, os volumes da Coinmarketcap e Coingecko não subiram de maneira semelhante em 16 de maio, nem no período que antecedeu o preço máximo. É importante salientar que, esses sites rastreiam volumes negociados em bolsas de valores, mas não em operações de balcão (OTC).

Fazendo uma retrospectiva, podemos ver que as duas métricas (pico na transferência de ETH versus oscilações de alta/queda no preço da ETH) geralmente foram correlacionadas a partir do final de 2017, no pico das ICO. A única outra exceção foi em novembro de 2018, onde não houve impacto no preço ou no volume de ETH no CoinMarketCap ou CoinGecko.

Ao compararmos o preço com o número de transações, vemos que não houve aumento equivalente ao ETH transferido. Isso aponta para negociações feitas por um pequeno número de baleias (grandes comerciantes).



O que tudo isto significa? Uma interpretação dos dados acima é que um pequeno número de grandes traders realizou operações de balcão que provocaram uma alta no preço do ETH. Como alternativa, poderiam ter sido grandes baleias descarregando suas sacolas de ETH à medida que os preços subiam.