Um carcereiro e empreendedor de São Paulo, Miguel Parmesana Neto, solicitou o Registro de Propriedade Industrial (RPI) da marca Bitcoin para a criação de brinquedos com o nome da criptomoeda, que aparece no pedido entre outros itens registrados como “bolinhas de sabão, bonecas e ‘brinquedinhos’ para festa”.

Dessa forma, Neto quer desenvolver brinquedos com o nome de Bitcoin com o pedido de registro da marca publicado nesta última terça-feira (27). Porém, o registro ainda precisa ser aprovado pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

Além de empreendedor no ramo de brinquedos, o paulistano que pediu o registro da marca Bitcoin é servidor público lotado na secretaria de segurança pública do Estado de São Paulo, atuando como carcereiro de 1º classe.

Bitcoin de brinquedo

O Bitcoin poderá ser transformado em uma infinidade de brinquedos após a o pedido do registro da marca pelo empreendedor de São Paulo - SP. Embora a criptomoeda seja citada junto com o item “bolinhas de sabão”, o empresário registrou mais de 100 itens diferentes.

Assim, além de brinquedos para crianças e festas, como balões, bonecos e carrinhos, o empreendedor também solicita o registro de propriedade intelectual de brinquedos relacionados à jogos.

Nesse caso, entre os itens estão alguns pedidos inusitados como “cartões de raspar de loteria instantânea, cartões para bingo e mesas de bilhar operadas por moeda”. Além disso, o empreendedor descreveu que pode desenvolver até videogames, segundo os itens descritos na solicitação junto ao INPI.

Registro de marca

O registro da marca Bitcoin foi solicitado pelo empresário de São Paulo - SP no dia 9 de setembro de 2020, e deve ser apreciado pelo INPI antes da aprovação do pedido que pode transformar o Bitcoin em brinquedo.

No entanto, esse não é o primeiro pedido da marca de Bitcoin no Brasil, sendo que em 2019 uma empresa conseguiu obter o registro junto ao INPI para criar o “Bitcoin de chocolate”.

Assim, na decisão sobre a empresa Chocolates Roma de Toledo - PR, o negócio conseguiu obter o registro para produzir unidades de Bitcoin de chocolate, que são comercializadas em uma caixa que parece um cofre. Segundo o registro do negócio de chocolates, a empresa poderá utilizar a marca Bitcoin por até dez anos. 

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