A valorização expressiva do Bitcoin (BTC) está gerando uma série de multimilionários ao redor do mundo, alguns deles com fundos que garantem não apenas a própria aposentadoria, mas também a de seus familiares e até herdeiros.

O presidente da Associação Portuguesa de Blockchain e Criptomoedas (APBC), Fred Antunes, falou sobre seus investimentos em BTC em uma entrevista ao portal lusitano ECO, que fez um especial sobre os novos milionários do Bitcoin no país. 

Ele começou a comprar Bitcoin em 2014 e chegou a comprar equipamentos para mineração. Na época, de três em três dias o equipamento conseguia minerar 30 BTC.

Antunes ressalta que seus investimentos em Bitcoin seriam suficientes para sustentar muitas gerações depois dele. Apesar da grande riqueza, Antunes diz levar uma vida modesta e descarta vender seus BTCs:

"Gostaria sempre de ser visto como uma pessoa que nunca cedeu às tentações da luxúria e riqueza pelo que acumulou em cripto [criptomoedas], mas que mais contribuiu em Portugal. Não gostaria de ser visto como um milionário do Bitcoin, que comprou um Lamborghini e um palácio em Sintra, mas alguém que recebeu e devolveu na totalidade. [Se vendesse as minhas criptomoedas], com o estilo de vida modesto que eu faço, teria riqueza para a minha mulher, a minha filha e para as próximas dez encarnações."

Ele também não se ilude sobre o futuro da criptomoeda, dizendo que o BTC pode chegar a se desvalorizar por completo e até ser proibido.

Outro investidor lusitano ouvido na matéria, Rúben Martins, começou a investir em 2015, acumulou fundos em diversas moedas e hoje prega cautela a novos investidores:

“Tenho moedas a fazerem 10 vezes de valorização, outras que não correram muito bem. Num dos piores casos, vi um investimento de 2.000 euros numa altcoin reduzido a 50 euros. Foi um erro.”

Segundo ele, o que explica a recente subida é o fim da incerteza regulatória que vinha desde 2017 para o Bitcoin, que com a entrada institucional provou que "o Bitcoin é legal e não vai ser ilícito", além da impressão em massa de dinheiro nos Estados Unidos e em outros países para levar dinheiro à população durante a crise da pandemia, que trouxe inflação e desvalorizou as moedas nacionais.

Para o investidor, com a perspectiva de inflação e desvalorização nas economias, o Bitcoin foi um grande aliado para aqueles que buscaram proteger seus fundos na crise. No fim, ele sentencia: "é quase irresponsabilidade não ter Bitcoin hoje".

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