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Escrito por Walter BarrosRedatorRevisado por Lucas CaramEditor

Governo lança ferramenta que usa IA e blockchain para monitorar uso de financiamento rural

Últimas NotíciasPublicado23 de set. de 2025

VMG agrega tecnologias para verificar a correta aplicação de recursos disponibilizados aos produtores rurais através das linhas de financiamentos.

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Resumo da notícia:

  • Validado em blockchain, atestado digital usa IA e tecnologias geoespaciais para verificar utilização correta dos recursos.
  • Atestado VMG reduz custo e fortalece a imagem do agronegócio brasileiro no cenário global, segundo o governo.
  • Ferramenta prevê emissão de caderno de campo digital, ao final do ciclo produtivo.

O governo anunciou na última semana a adoção de uma ferramenta que usa blockchain e inteligência artificial (IA) no acompanhamento do uso de financiamento a produtores rurais.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o atestado digital VMG (Verificação Agrícola, Monitoramento e Conformidade de Grãos) utiliza tecnologias geoespaciais, além da validação em blockchain e uso de IA. O que torna a ferramenta capaz de verificar a correta aplicação de recursos disponibilizados aos produtores rurais através das linhas de financiamentos que tem como requisito de liberação pelos agentes financeiros a apresentação de um projeto técnico.

Para o Mapa, a iniciativa amplia a projeção do Brasil como referência internacional em governança, transparência e sustentabilidade na produção de alimentos.

O Mapa tem atuado para melhorar fluxos, trazendo inovação que agiliza os processos e garante mais transparência na gestão pública agrícola. Isso reduz custos para os produtores e melhora a sua competitividade, destacou o ministro Carlos Fávaro.

A medida, oficializada pela Instrução Normativa Conjunta SPA/SDI/SE nº 01 de agosto de 2025 atende a recomendações que o TCU vem formalizando ao Mapa ao longo dos últimos anos para melhora na capacidade governamental de monitorar a aplicação dos recursos disponibilizados aos produtores através das linhas de crédito do Plano Safra e agora foi tomada a decisão de implementação. A portaria estabelece que produtores de grãos poderão se habilitar a acessar linhas de crédito oferecidas através das políticas agrícolas coordenadas pelo Mapa por meio do atestado digital emitido por empresas credenciadas. O atestado é obtido através de validações digitais realizadas em poucos cliques, permitindo maior agilidade e segurança no processo de concessão de créditos.

Transparência, competitividade e benefícios

Na avaliação do governo, além de reduzir custos e simplificar processos, o atestado VMG fortalece a imagem do agronegócio brasileiro no cenário global. A transparência assegurada pela tecnologia atende às exigências crescentes dos mercados quanto à origem sustentável dos alimentos, ampliando a competitividade dos grãos brasileiros.

Segundo o Mapa, o atestado digital funciona como um acompanhamento inteligente. O produtor rural poderá comprovar boas práticas agrícolas e ambientais de forma simples e rápida. Além disso, contará com assessoramento digital durante toda a safra, por meio da inteligência artificial da infraestrutura VMG, que fornecerá análises personalizadas sobre janelas de plantio, relatórios climáticos e recomendações técnicas.

Ao final do ciclo produtivo, será emitido para o produtor que utilizar a infraestrutura VMG um caderno de campo digital, consolidando o histórico da área monitorada. Esse documento poderá ser utilizado como diferencial de mercado, agregando valor à comercialização dos grãos.

O Mapa informou que também terá acesso a dados anonimizados, que permitirão melhorar o planejamento e a alocação de recursos, apoiar produtores sustentáveis e oferecer respostas rápidas a crises, como ocorreu recentemente durante as enchentes no Rio Grande do Sul. Segundo o Ministério, com a Infraestrutura VMG, o Brasil moderniza suas políticas públicas e demonstra ao mundo que a transformação digital no agro já é uma realidade. Uma inovação capaz de unir eficiência produtiva, transparência e sustentabilidade, pilares centrais da COP 30.

O deputado Paulo Ramos (PDT-RJ) também está de olho no uso da blockchain e na movimentação financeira dos brasileiros. O parlamentar é o autor de um Projeto de lei que acaba com o dinheiro em espécie, propondo uma CBDC do real com rastreamento total de transações por CPF ou CNPJ, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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