Quando o assunto é carteira de investimentos, sempre surgem dúvidas por onde começar a montar, principalmente por pessoas que estão iniciando a aplicação do seu dinheiro em opções de investimentos. 

Quanto alocar de Bitcoin e criptomoedas na carteira é recomendado? E sobre ações? ETFs? Futuros? Moedas nacionais? Fundos de investimento?

É fundamental que uma carteira seja desenvolvida seguindo as necessidades do investidor, para alcançar os resultados esperados em relação à rentabilidade.

Para isso o Cointelegraph conversou com o assessor de investimentos da iHUB Investimentos, Guilherme Ammirabile, que cita 6 dicas para ajudar a compor um portfólio ideal. 

  • Definir o perfil do investidor: é importante que a carteira de investimentos esteja enquadrada ao perfil do investidor, isso evita que possíveis oscilações de mercado preocupem-o. 
  • Traçar objetivos: vale ter clareza sobre quais são os objetivos referente a aplicação do dinheiro, dependendo do tipo de investidor, isso pode ter relação com o prazo dos investimentos. 

"O planejamento entra como ponto chave, pois é muito comum que assim que a pessoa recebe o salário ela já pague as contas básicas, depois utilize parte desse dinheiro para lazer e se sobrar algo no final do mês ela investe. Essa ordem deve ser invertida, o investimento tem que ocupar o segundo lugar na fila de prioridades, e por último o lazer", disse.

Importância de ter uma boa diversificação  

Desta forma Ammirabile destaca pontos de atenção para os investidores ao criar sua carteira de investimento.

  • Momento de vida: uma pessoa mais jovem tende a ter mais aceitação ao risco, já uma pessoa com mais idade prefere prazos mais curtos ou com características específicas. 
  • Situação econômica: em um momento de aumento de taxa de juros, os títulos pós fixados são os mais adequados, já em um cenário de queda na taxa de juros, os pré fixados passam a ser mais atrativos
  • Cenário corporativo: para aqueles que gostam de ações, entender a situação econômica da empresa e quais são as expectativas para o mercado irão ditar qual papel é o mais ideal para realizar a compra. 
  • Conhecimento: o Brasil é conhecido por não ensinar educação financeira desde cedo, por isso, para aqueles que investem é necessário ter um nível de conhecimento maior, para que o leque de possibilidades de composição da carteira também seja maior. 

Segundo ele, geralmente, as pessoas com pouco conhecimento sobre o mundo financeiro acabam se dizendo ser ultra conservadores, pois têm medo de perder dinheiro por não entenderem nada.

Mas, com o passar do tempo podem aceitar um certo nível de risco, bem como algumas pessoas se dizem do tipo  agressivo, porém, não acabam enxergando pela ótica do risco, apenas do retorno. 

A diversificação serve para mitigar riscos, Ammirabile explica que é como aquela velha história de não deixar os ovos numa cesta só, além da diluição do risco, uma carteira diversificada busca oportunidades de retorno em diferentes mercados. 

“Se soubéssemos qual é a ação que mais vai subir, não precisaríamos de diversificação. Como o mercado é influenciado por inúmeras variáveis, temos que nos proteger”, explica o assessor de investimentos. 

Para ilustrar um cenário de uma boa diversificação, Ammirabile conta a seguinte história: Vanessa tem 39 anos, é cirurgiã dentista e mãe de um filho de quatro anos. Apesar da intensa e bem sucedida carreira profissional, ela não conseguiu construir um patrimônio financeiro relevante, já que seus investimentos eram feitos em móveis, como galpão. 

Com a pandemia, a falta de liquidez e a queda na receita de aluguel fez com que Vanessa sentisse a necessidade de investir.

Logo, vendo a importância de aplicar seu dinheiro, ela que é super disciplinada, está montando uma carteira de investimentos aos poucos, com o auxílio de um assessor de investimentos. Iniciou pela reserva de emergência, que é importante em momentos de crise, e hoje, já possui uma certa diversificação em renda fixa e em fundos multimercados. 

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