O número de assaltos e tentativas de assaltos a agências bancárias realizados em 2020 foi 52,26% menor do que o registrado no ano anterior: caindo de 119 para 58, segundo dados divulgados pela Federação Brasileira de Bancos, Febraban.

O total de ataques a caixas eletrônicos também recuou na comparação entre os dois períodos, de 567 (2019) para 434 (2020), o que representa um recuo de 23,45%.

“Essa queda é resultado direto dos investimentos maciços feitos pelo setor em tecnologia e capacitação de pessoal. Além da contínua interlocução e colaboração com as autoridades policiais de todo o Brasil”, diz o presidente da FEBRABAN, Isaac Sidney.

Ainda segundo Sidney, nos últimos 20 anos o número de assaltos a bancos mostra uma redução constante e acelerada no país. Em todo o ano passado, aconteceram 58 ataques a agências. Vinte anos atrás foram 1.903.

Em 2020, os assaltos se concentraram no primeiro trimestre, quando foram registradas 39,65% do total de ocorrências do ano.

Tecnologia

Ainda segundo a Febraban destaca também que o investimento em tecnologia e a digitalização da economia são fatores importantes para a redução no número de assalto a agências bancárias  e reforça que cerca de 2,5 bilhões de pagamentos de contas e transferências, incluindo operações financeiras, são realizados no Brasil por meio de canais digitais de pagamento que usam 'dinheiro virtual', ou seja, não usam cédulas.

“A tecnologia permite que os bancos desenvolvam produtos e serviços que reduzam a necessidade de saques e manuseio de dinheiro nas agências, uma ferramenta importante no combate a crimes contra as instituições financeiras”, destacou Pedro Oscar Viotto, diretor setorial de segurança bancária da FEBRABAN.

Somente em tecnologia para 'digitalização do dinheiro' os bancos investem anualmente cerca de R$ 19,6 bilhões, segundo a Febraban que também destaca que cada vez mais, os clientes também pagam suas contas e fazem transferências de valores pelos canais digitais.Normal

Investimento em segurança nas agências

A Febraban destaca também que o setor investe cerca de R$ 9 bilhões ao ano em ações e equipamentos relacionados à segurança das agências. O triplo do que era gasto dez anos atrás.

Além disso, os bancos atuam em estreita parceria com o poder público, compartilhando as informações necessárias à prevenção e repressão de ocorrências relacionadas ao sistema financeiro.

Como forma de combater a ação dos assaltantes, as agências e postos de atendimento contam com ampla infraestrutura física e tecnológica.

Fazem parte desse aparato sistemas de capturas de imagens, câmeras de visão noturna, sistemas de reconhecimento facial e sensores que identificam situações fora do comum que possam indicar a ação de bandidos, como aumento repentino de temperatura na agência ou movimentação dos caixas eletrônicos.

Os grandes bancos também possuem centrais que monitoram as agências em tempo real, no esquema 24/7 (24 horas por dia, 7 dias da semana). No caso de alguma ocorrência, as polícias são acionadas.

Além disso, as instituições financeiras contam com cerca de 60 mil vigilantes profissionais, uma média de três profissionais por agência bancária. Os serviços de segurança são fornecidos por empresas especializadas com autorização de funcionamento expedida pelo Departamento de Polícia Federal, em conformidade com a lei 7.102/83.

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