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Escrito por Ezra ReguerraRedatorRevisado por Robert LakinEditor

Coins.ph diz que licença do banco central das Filipinas continua intacta em meio a alegações de revogação

Últimas NotíciasPublicado14 de out. de 2026

A Coins.ph diz que sua licença do banco central das Filipinas continua intacta em meio a relatos de possível revogação por supostas transações de jogos de azar offshore.

[Atualização, 11h UTC: adicionada uma resposta posterior de um porta-voz da Coins.ph.]

A Coins.ph afirmou que continua licenciada pelo banco central do país após relatos de que poderia ter a licença revogada por supostas transações envolvendo operadores offshore de jogos de azar restritos. 

A Coins.ph é uma das maiores exchanges de criptomoedas das Filipinas, registrando aproximadamente US$ 52 milhões em volume de negociação à vista em 24 horas na quarta-feira, de acordo com a CoinGecko. O suposto risco à licença ocorre após restrições impostas pelo Bangko Sentral ng Pilipinas (BSP) a transferências recebidas via InstaPay e PESONet envolvendo a DCPay Philippines, entidade que opera os serviços de carteira eletrônica em pesos da Coins.ph.

“A Coins.ph nega firmemente qualquer alegação de que atenda conscientemente operadores offshore de jogos ou apostas”, afirmou a empresa em um comunicado oficial compartilhado com a Cointelegraph na quarta-feira. “Os fundos de nossos usuários estão seguros; continuamos operando como uma instituição licenciada pelo BSP”, acrescentou.

Questionado sobre se transações envolvendo operadores offshore de jogos de azar haviam sido processadas por sua plataforma, o porta-voz da Coins.ph disse à Cointelegraph que a exchange não aceita nem permite tais operadores e realiza continuamente a triagem de clientes e transações de acordo com os requisitos do BSP. A empresa não confirmou nem negou diretamente se tais transações haviam ocorrido.

As restrições do BSP têm como alvo os serviços de pagamento da Coins.ph

Em um comunicado anterior, a Coins.ph afirmou que o BSP havia instruído a empresa a reforçar os controles internos. A empresa disse que os serviços de depósito de dinheiro e as cobranças via QRPh estavam temporariamente indisponíveis, enquanto as negociações de criptomoedas, os saques, os pagamentos de contas e os pagamentos de comerciantes via QRPh continuavam acessíveis. Os pagamentos via QRPh são o padrão nacional de QR do banco central.

O veículo de mídia local BitPinas informou que as restrições foram impostas sob a Resolução nº 839 do Conselho Monetário do BSP. A DCPay possui uma licença de instituição de dinheiro eletrônico, enquanto a Betur Inc. opera os serviços de ativos cripto da exchange sob uma licença separada de provedor de serviços de ativos virtuais. Segundo os relatos, as restrições tinham como alvo as operações de pagamento da DCPay, e não os serviços cripto da Betur.

Relacionado: Filipinas avaliam congelar o registro de operadores de pagamento e tornar mais rigorosas as verificações de VASPs

Em 2025, o banco central ordenou que instituições financeiras supervisionadas removessem de seus aplicativos de pagamento os links que davam acesso a sites de jogos de azar. No entanto, o BSP não vinculou publicamente essa diretiva às restrições sobre a Coins.ph. 

A Cointelegraph também procurou o BSP para obter confirmação e comentários. Um representante do banco central afirmou que analisaria a consulta, mas não havia fornecido outros comentários até o momento da publicação.

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