A Polícia Civil está comandando uma grande operação nos estados de São Paulo e Pernambuco contra uma quadrilha de sequestradores que exigia de suas vítimas resgate em criptomoedas, conforme matéria do G1.

A operação Dirty Money realiza busca e apreensão contra os envolvidos, sob suspeita de comandarem sequestros e sessões de tortura contra as vítimas, pedindo o resgate às famílias em criptomoedas.

As investigações teriam começado em março, depois que os criminosos pediram o resgate um sequestro em criptomoedas e a Polícia de Pernambuco começou a atual investigação, sob comando do delegado Paulo Berenguer, do Grupo de Operações Especiais (GOE).

A Justiça emitiu oito mandados de prisão e 13 de busca e apreensão em ambos os estados, São Paulo e Pernambuco. A operação também tem apoio operacional da Divisão Antissequestro da Polícia Civil de São Paulo.

No cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam carros, cartelas de LSD e outros bens que teriam sido adquiridos com dinheiro dos crimes.

As autoridades devem dar uma entrevista coletiva na quarta-feira, 28 de abril, para dar mais detalhes da investigação.

O uso de criptomoedas pelo crime organizado tem chamado atenção de autoridades, já que os criminosos estariam buscando criptoativos para lavar o dinheiro dos crimes.

Nos Estados Unidos, grupos extremistas e supremacistas são investigados pelo FBI, que descobriu o financiamento através de criptomoedas dos terroristas domésticos que invadiram o Capitólio em janeiro de 2021.

Já no Brasil, na Colômbia e no México, as autoridades investigam o uso de criptomoedas pelo tráfico de drogas. Segundo as autoridades destes países, a apreensão de dinheiro do tráfico nos últimos 10 anos caiu radicalmente, indicando que as quadrilhas de traficantes podem estar buscando o anonimato de carteiras de criptomoedas para lavar o dinheiro ilegal.

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