Apesar da recente queda no preço do Bitcoin (BTC) os analistas do mercado de criptoativos mantém seu otimismo com relação a principal criptomoeda do mercado e destacam que o recuo não deve impedir a criptomoeda de chegar a US$ 100 mil ainda este ano.

Martha Reyes, chefe de pesquisa da BEQUANT, destaca que ainda estamos muito longe de níveis onde os detentores de longo prazo, que constituem um número maior de investidores, começam a ter lucros significativos então 100 mil está no horizonte.

"Rendimentos negativos persistentes devido à intervenção do Banco Central, trilhões de dólares de poupança pandêmica e uma melhor perspectiva de crescimento global, conforme mostrado pelos PMIs mais recentes, ações médias, especialmente nos EUA, tudo isso também atua como catalisador para o preço das criptomoedas", disse.

Já Mikkel Morch, Diretor Executivo da ARK36, destaca que dadas as atuais condições do mercado - tanto em termos de fundamentos de mercado mais amplos e atividade on-chain - podemos razoavelmente dizer que este é apenas o início de uma tendência de alta mais sustentada que veremos se desenvolver ao longo do mês e talvez até mesmo até o final do quarto trimestre.

"Na verdade, todos os indicadores parecem mostrar que os mercados apenas começaram a aquecer. Para resumir, as reservas cambiais estão em níveis mais baixos de todos os tempos e ainda tendem a cair. Há menos Bitcoins disponíveis para comprar e baleias bitcoin - contas que acumularam grandes quantidades de BTC - ainda não começaram a ter grandes lucros - o que significa que estão esperando por preços ainda mais altos", disse.

Morch também pontua que a cada dia outra notícia indica que a adoção institucional do Bitcoin também está aumentando.

Bitcoin

"O interesse pelo Bitcoin é implacável, é global e atualmente não dá sinais de diminuir - criando condições perfeitas para que o preço continue aumentando no curto a médio prazo. É claro que retrações de curto prazo são sempre uma opção e, geralmente, quanto mais alto o preço, maior a volatilidade", disse.

Portanto, segundo ele, uma correção mais profunda ainda pode ocorrer, especialmente se um evento inesperado abalar os mercados, mas a tendência geral aponta para uma maior possibilidade de uma recuperação forte e sustentada.

"Podemos ver, pelo desempenho das ações listadas relacionadas ao mercado de criptomoedas, que os investidores estão procurando exposição ao bitcoin", finaliza.

Quem também está indicando que a pequena retração recente no preço do BTC não mudou a tendência de alta da criptomoeda é o brasileiro Tasso Lago, especialista em criptomoedas e fundador da Financial Move.

Lago aponta que o gráfico e suas linhas seguem positivos e que o mercado sofreu uma volatilidade com o possível Default da Evergrand, que aumentam os ruídos no Mercado Financeiro Global.

"No geral, BTC está acima da região dos 62-64k USD e tem forte potencial de seguir rumando em direção aos 100k USD", disse.

Criptomoedas que podem subir e acompanhar o BTC

Ainda segundo Lago não é só o Bitcoin que sofreu com o review dos temores da Evergrande na China. Contudo, assim como o BTC mantém sua tendência de alta, algumas altcoins também estão prontas para manter sua posição ascendente como é o caso da Polkadot (DOT).

"Acima da EMA50 que atuou como suporte no gráfico diário e das EMA+MA200 no H4 que seguraram o preço. Tendência é continuar subindo em direção aos U$90-U$100 USD", destaca.

 

O analista também destaca que a Chiliz (CHZ) é outra criptomoeda com grande potencial de alta e pode despontar positivamente após a queima de 7,536,284 tokens da sua oferta circulante.

"Com isso, tende a dar um choque de oferta e o preço tende a subir em direção aos U$0,90. Acima da EMA20 que tende a conduzir o preço positivamente", destaca.

Já Lucas Schoch, CEO e fundador da Bitfy, destaca o token nativo da Crypto.com (CRO) como uma das criptomoedas com grande potencial de alta já que a exchange vem ganhando cada vez mais corpo no mercado internacional de criptomoedas.

Além disso, a empresa é uma das poucas exchanges do mundo a integrar a rede principal da Visa, uma das maiores provedoras de pagamento do mundo.

"Fundada no mês de junho de 2016 como “Monaco Technologies GmbH”, indo ao ar como CRO apenas em 2018, e foi criada por Kris Marszalek, Rafael Melo, Gary Or e Bobby Bao, e seu blockchain serve principalmente como um veículo de alimentação do aplicativo de pagamentos Crypto.com Pay, e vem com uma alta de mais de 45,85% de valorização nestes últimos sete dias, chamando a atenção do mercado e ocupando a 26ª posição no ranking mundial de capitalização de criptomoedas", disse.

Litecoin, Avalanche e Vechain

A segunda moeda na lista do analista é o Litecoin (LTC), a prata do mercado de criptomoedas que foi projetada por meio de código aberto no GitHub em 7 de outubro do ano de 2011, tendo a rede Litecoin, nome atual da cripto e desenvolvida por um ex-funcionário da Google, Charlie Lee, que pretendia criar uma versão mais leve do Bitcoin.

Desde o seu começo teve grande aceitação no mercado de cripto, aproveitando as propriedades exclusivas da sua blockchain com base no protocolo da Bitcoin, com o tempo extremamente baixo de transação de blocos e taxas mínimas para microtransações, projetada para executar pagamentos rápidos, seguros e com baixo custo.

"Hoje o Litecoin ocupa o 14º lugar no Coin Market Cap e obteve uma valorização de mais de 10% nas últimas 24 horas e uma alta mais de 43,80% nesta última semana", destaca.

Schoch também destaca o potencial da Avalanche (AVAX) criptomoeda que foi lançada pela Ava Labs em 2020, e foi projetada como moeda virtual seis anos antes do primeiro white paper da Bitcoin pelos seus fundadores Gün Sirer, Kevin Sekniqi e Maofan Yin, uma criptomoeda com história.

"É uma moeda de brilhar os olhos, possuindo uma arquitetura singular que consiste em 3 blockchains individuais, divididas nas cadeias X, C e P, com finalidades distintas entre elas, validando transações ao mesmo tempo. Atualmente está valorizando mais de 28,80% nesta última semana", disse.

A penúltima criptomoeda na lista do executivo é a VeChain (VET), uma das plataformas mais antigas de cadeia de suprimentos alimentada pela rede blockchain dedicada, foi lançada em 2016 pelo criador e cofundador Sunny Lu que também foi CIO da Louis Vuitton China.

"Tendo como ideia principal aumentar a eficiência, rastreabilidade e transparência das cadeias de abastecimento para reduzir os custos e oferecer maior controle de gestão nas mãos de seus usuários, nesta última semana a moeda teve uma alta de mais de 30% de valorização de mercado", disse.

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