
Correções da Big Tech para o eMudhra podem deixar bots de cripto expostos, alerta a CertiK
A CertiK afirma que bots de negociação de cripto e aplicativos de exchanges podem continuar expostos à falha de certificado do eMudhra, pois as correções nos navegadores podem não proteger todos os softwares.

Bots de negociação de criptomoedas e aplicativos de exchanges podem continuar expostos à falha de segurança dos certificados do eMudhra apesar das correções emergenciais das principais empresas de tecnologia, segundo a empresa de segurança de blockchain CertiK.
Até terça-feira, gigantes da tecnologia, incluindo Google, Apple e Microsoft, haviam bloqueado oito certificados vulneráveis emitidos pela indiana eMudhra, mas as correções podem não proteger aplicativos de cripto que usam sistemas de segurança separados, disse ao Cointelegraph Peiyu Wang, diretor sênior de segurança de ativos digitais da CertiK.
“Os bloqueios dos principais navegadores reduzem substancialmente o risco para os clientes que os recebem e aplicam”, disse Wang. “Alguns aplicativos fora do ecossistema dos navegadores não aplicam a Transparência de Certificados nem recebem as mesmas proteções contra revogação.”
Wang ressaltou que os serviços de cripto não são inerentemente mais suscetíveis à falha do que os de outros setores, mas os invasores poderiam explorar certificados comprometidos para se passar por conexões HTTPS usadas por exchanges, interfaces de carteiras e APIs.
Os invasores poderiam se passar especificamente por serviços de cripto e substituir endereços de depósito ou induzir usuários a aprovar transações maliciosas, disse Wang. Esses ataques também exigiriam a interceptação ou o redirecionamento do tráfego de internet dos usuários, enquanto as chaves comprometidas da autoridade certificadora, por si sós, não exporiam as chaves privadas das carteiras.
Wang recomendou que os operadores de cripto atualizem seus softwares e armazenamentos de confiança de certificados e verifiquem se seus aplicativos rejeitam os certificados afetados.
Felix Ng contribuiu com a reportagem.
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