Um engenheiro está vendendo um imóvel no centro do Rio de Janeiro e, entre as formas de pagamento, aceita Bitcoin - o valor pedido é de R$ 1,5 milhão.

O imóvel é uma sala comercial de 400m² e que já foi escritório da Transpetro.

Segundo o anúncio do imóvel ele está localizado na Avenida Rio Branco 45, em frente à estação de VLT e perto do Metro Uruguaiana.

O engenheiro diz ter conhecido o Bitcoin pelo livro que ganhou do filho de aniversário, "A Moeda Na Era Digital" de Fernando Ulrich.

“Sou engenheiro mecânico e civil, formado em 1973, cheguei até aqui pela confiança na matemática. Por que não confiar nela para poupar? Mais cedo ou mais tarde o Real vai virar pó, já vi esse filme várias vezes. Prefiro trocar meu imóvel por dinheiro, não por papel moeda com lastro em políticos", declarou pedindo para não ter seu nome revelado.

Para Felipe Bogoricin, CEO da Livima startup carioca que faz intermediação de venda e aluguel de imóveis sem comissão, a oferta de venda de imóveis por Bitcoin só tende a aumentar. 

“Bitcoin apesar de ser um ativo volátil, está em uma tendência de alta, enquanto os bancos centrais aumentam sua base monetária, o bitcoin contrai a emissão de novas moedas pela metade, parece ser uma excelente opção para quem deseja liquidez no mercado imobiliário." afirmou.

EUA

Um  outro empresário brasileiro está vendendo uma residência nos EUA também com pagamento em Bitcoin.

O imóvel está sendo comercializado por US$ 135 mil e fica localizado em Auburndale, na Flórida.

"Só vejo vantagens de vender o imóvel por Bitcoin, primeiro que a transação e o fechamento do negócio acontece em minutos. Depois que o pagamento de impostos pelo ganho de capitais só vai acontecer quando eu vender esses Bitcoins, ou seja, nunca. Sou um HODLER", disse o empresário.

Segundo o brasileiro a venda do imóvel com a possibilidade de pagamento em Bitcoin desfaz a narrativa de que o BTC não pode ser usado para pagamentos.

Ela argumenta que o bitcoin possui os mesmos usos que uma moeda fiduciária, desta forma, pode ser tanto usado como investimento como pagamento.

Porém, enquanto a moeda fiduciária é sujeita a desmandos de políticos e não é adequada para a economia digital, o bitcoin supera esses problemas.

"Se estou vendendo imóvel em Bitcoin, qualquer um vai entender que tenho Bitcoins. Hoje falar que você tem Bitcoin, pode ser perigoso visto que 1 Bitcoin vale 52 mil bolsonaros. Os melhores gestores que conheço possuem Bitcoin. Ninguém fala que tem. Essa é a verdade no Brasil e no mundo", disse pedindo para não ser identifcado também por questões de segurança.

Jundiaí

No início do ano a construtora com sede em Jundiaí, interior de São Paulo, Mac Lucer, anunciou uma parceia com a Bth.Capital para permitir o pagamento de empreendimentos por meio de criptomoedas como Bitcoin, Dash, USDT e a stablecoin lastreada em Reais (RAS).

Segundo o anúncio a opção de pagamento com criptomoedas já está disponível e, desta forma, imóveis da empresa como o Residencial Olivio Boa, localizado na região do Parque da Represa em Jundiaí podem ser comprados usando criptoativos. A empresa destaca ainda que devem lançar ainda em 2020 outros empreendimentos em Cajamar, Itupeva e Itatiba.

“Estamos expandindo no setor imobiliário. Em breve mais quatro construtoras irão anunciar o aceite de criptoativos como forma de pagamento, além de disponibilizarmos um portal para compra e venda de imóveis utilizando criptomoedas", destacou ao CriptoFácil, Rodrigo Cremer, CEO da Bth.Capital.

Os pagamentos com Bitcoin e criptomoedas prometem crescer no Brasil em 2020. Recentemente a empresa Pague Com Crypto anunciou uma parceria com diversos comerciantes da Baixada Santista visando a adoção da criptomoeda como forma de pagamento.

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