O Brasil ganhou mais uma criptomoeda voltada ao setor de créditos de carbono, a ZCO2, do Grupo AmazonasCoin, que será listada na Stonoexcorretora brasileira voltada para tokenização de ativos.

Segundo um comunicado encaminhado ao Cointelegraph, a parceria visa impulsionar o desenvolvimento do mercado no país e promete integrar a tecnologia Blockchain às cadeias produtivas de preservação da Amazônia - democratizando o acesso a créditos de carbono e viabilizando a comercialização do ativo no mercado nacional e internacional.

Assim como no caso da MOSS, criptomoeda nacional voltada ao setor de crédito de carbono, cada token ZCO2 representa uma tonelada de carbono equivalente que deixou de ser emitida na atmosfera.

“Há uma demanda crescente, principalmente fora do Brasil, pela aquisição do nosso crédito de carbono, visando compensar os níveis de poluição e se adequar às novas normas internacionais. Desenvolvemos um Token que permite, através da tecnologia Blockchain, total segurança e rastreabilidade na negociação dos Créditos de Carbono no mercado nacional e internacional”, disse Bruno Souza - CEO da AmazonasCoin.

Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, a floresta amazônica representa 55% dos estoques de carbono de todo o planeta. Fator que coloca o Brasil numa posição de destaque internacional, como a maior fonte natural de créditos de carbono do mundo.

Além do Token ZCO2, também será integrado à plataforma Stonoex a criptomoeda AMZ (AmazonasCoin).

"A parceria está alinhada com a estratégia da empresa em Tokenizar os principais ativos do mercado, permitindo aos usuários do Brasil terem acesso a um portfólio de ativos tokenizaveis, trazendo uma nova modalidade de investimentos digitais para o país", declarou Ricardo Azevedo, CEO da STONOEX

AmazonasCoin

Com o crescente fortalecimento de políticas internacionais relacionadas a emissão de CO2, tem se intensificado de forma crescente a demanda pela aquisição dos chamados Créditos de Carbono por países e pelas grandes empresas internacionais.

O acordo de Paris, válido a partir de 2020, exige que toda a poluição jogada no meio ambiente seja compensada em crédito de carbono de áreas certificas.

A falta de transparência e rastreabilidade porém, vinham prejudicando o mercado no Brasil, que possui 55% de todo crédito de carbono do planeta, advindos da floresta amazônica. Um verdadeiro tesouro nacional.

"É nesse contexto que a AmazonasCoin, através da tecnologia Blockchain, pretende resolver este problema, trazendo maior transparência e rastreabilidade para o mercado, promovendo uma verdadeira revolução no setor sustentável (ESG) do Brasil", destacou a empresa.

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