O mês de janeiro de 2021 finalmente terminou, depois de 31 dias de enorme ebulição no mercado de criptomoedas e no mercado financeiro.

No começo do mês, o Bitcoin (BTC) completou um movimento de alta que começou no fim de dezembro, quando superou seu antigo recorde histórico, em US$ 20.000, que vigorava desde dezembro de 2017. A alta não conheceu resistência nos dias seguintes e o preço subiu fortemente até bater nos US$ 42.000 no dia 8 de janeiro.

Nas semanas seguintes, o preço da maior criptomoeda corrigiu, chegou a testar o suporte em US$ 30.000 para depois andar lateralmente entre US$ 31.000 e 33.000.

Não foi só o Bitcoin que teve um mês de recordes históricos. A maior altcoin, o Ether (ETH), mais que dobrou de preço ao longo do mês, saindo dos US$ 700 para renovar suas máximas semana a semana, chegando a um pico de US$ 1.438 no dia 25 de janeiro. Especialistas acreditam ainda que há mais espaço para o ETH aproveitar.

Entre as demais moedas, a que mais chamou atenção nas últimas semanas de janeiro foi o Dogecoin, que aproveitou a polêmica do fórum do Reddit WallStreetBets - um grupo de day traders que levou o mercado financeiro à loucura ao provocar "short squeezes" e derrubar grandes investidores.

Com um enorme pump na última semana, o DOGE completou um mês atípico em janeiro, saindo de US$ 0,01 nos primeiros dias de 2021 para passar dos US$ 0,60 na semana passada, crescimento de 60 vezes em poucos dias. A correção inevitável veio, mas o DOGE encontrou um suporte acima de US$ 0,25, subindo rapidamente para os US$ 0,36. Os traders acompanham atentos se a moeda vai cumprir a promessa de chegar a US$ 1, como especulado no Reddit.

Para além dos movimentos do mercado, o Cointelegraph Brasil também trouxe histórias e notícias importantes para o mercado. Vamos lembrar algumas das principais notícias de janeiro de 2021.

#1 Traders faturando alto no mercado

A matéria mais lida do Cointelegraph Brasil em janeiro contou a história de um ex-estagiário da Universidade de Columbia, no Centro do Rio de Janeiro.

Dayvison Casal abandonou tudo para virar day trader, uma das profissões mais arriscadas do mercado financeiro. Depois de perder todas as suas economias na nova empreitada, ele conseguiu dar a volta por cima e acabou faturando R$ 750 mil.

Outra das matérias que foi bastante lida no primeiro mês do ano contou a história de um trader cripto mais "sortudo" que aproveitou a valorização do NANO na primeira semana de 2021 e faturou incríveis R$ 350.000.

#2 Ex-hacker recupera milhões em carteira de 2011

A segunda matéria mais lida do Cointelegraph Brasil no mês contou a história de um ex-hacker que passou os últimos 10 anos tentando recuperar um HD antigo, que pegou fogo em 2011. Dez anos depois, o ex-hacker postou no Twitter que estava próximo de recuperar o acesso ao disco rígido, que tinha milhões em Bitcoin - minerados em uma época que a criptomoeda valia menos de US$ 1.

Ao recuperar o acesso ao HD, o ex-hacker, que hoje atua no mercado financeiro, voltou à rede social para agredecer o apoio dos seguidores e sentenciar: "Sou milionário". Estima-se que ele tenha recuperado 1.500 BTC, ou mais de US$ 44 milhões.

#3 Indicador da alta de 2017 prevê Bitcoin acima de R$ 1 milhão

Outra matéria que chamou muita atenção da audiência do Cointelegraph Brasil lembrou de um dos indicadores mais fortes do grande rali do Bitcoin em 2017, que anotou uma curva de alta exponencial e levou a moeda aos US$ 20.000.

O indicador MVRV-Z Score reapareceu neste ano, o que indica que a maior criptomoeda pode chegar a valer mais de R$ 1,9 milhão no médio prazo se repetir a disparada de 10 vezes no preço registrada em 2017. 

#4 Falhas no Pix

O sistema de transações instantâneas do Banco Central do Brasil, o Pix, completou em janeiro seu segundo mês no ar, mas a discussão sobre falhas e exploradores dos usuários do sistema segue bem viva.

Um grupo de criminosos tem simulado uma falha no sistema, com vídeos dizendo que o Pix permitiria "depósitos em dobro" sem influenciar o saldo dos clientes de instituições financeiras. Como apurou o Cointelegraph Brasil, a falha é uma isca para os criminosos atraírem vítimas e roubar dinheiro através de chaves falsas.

Além disso, outra falha grave com o Pix foi cometida pelo Banco Itaú. O banco transferiu indevidamente R$ 1 milhão no fim de 2020 e agora está processando os concorrentes que têm as contas dos destinatários da transferência para reaver o dinheiro.

#5 US$ 12 trilhões "do nada" e a bolha financeira prestes estourar

A eleição norte-americana acabou com a eleição e posse do novo presidente Joe Biden, depois de cenas terríveis de invasão ao Capitólio na semana anterior à posse do novo governo. Passada a crise, o presidente norte-americano prometeu um novo pacote de estímulo milionário para os EUA, mas acendeu novo alerta sobre a atual bolha do mercado financeiro.

Segundo a Organização das Nações Unidas, os governos já emitiram mais de US$ 12 bilhões na crise econômica, criados "do nada", alimentando uma crise financeira que já está prestes a estourar e trazer consequências econômicas ainda mais graves.

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