O sindicato dos servidores do Banco Central (Sinal) anunciou a articulação de um movimento nacional cujo objetivo é incentivar os funcionários da instituição a entregarem os cargos de chefia em protesto contra a política salarial do funcionalismo público aprovada pelo Congresso com apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL), informou reportagem da Folha de São Paulo nesta segunda-feira.

O Orçamento da União para 2022 prevê reposição salarial exclusivamente para os policiais federais e deixa de fora todas as demais categorias de servidores.

De acordo com o sindicato, o BC conta com aproximadamente 500 cargos comissionados cujas posições podem ficar em vacância em função do movimento. Para contar com a adesão do maior número de funcionários possível, o sindicato inicia nesta segunda-feira uma série de reuniões virtuais com servidores de todo o país.

Servidores suplentes também serão convocados a participar dos encontros virtuais com o intuito de serem convencidos de abrir mão da substituição dos titulares.

Caso o movimento ganhe corpo, o sindicato acredita que o presidente da entidade, Roberto Campos Neto, será obrigado a se reunir com os servidores para, no mínimo, ouvir as reivindicações dos funcionários da autarquia.

O Sinal também declarou que seus filiados irão se juntar a outros servidores federais em uma paralisação convocada pelo Foncate (Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado) para o próximo dia 18.

O presidente do Sinal, Fábio Faiad, afirma que a mobilização tem por objetivo a obtenção de reajuste salarial para os servidores do banco, assim como foi concedida aos policiais federais.

Antes da mobilização dos funcionários do Banco Central, ainda no ano passado, 951 auditores da Receita Federal haviam colocado seus cargos comissionados à disposição, segundo o Sindifisco. De acordo com dados da própria Receita, tamanho contingente representaria mais de 90% do total dos auditores até então em atividade.

De acordo com a reportagem da Folha de São Paulo, outras categorias do funcionalismo público federal estão insatisfeitas com o reajuste aprovado exclusivamente em benefício dos policiais federais.

Conforme noticiou o Cointelegraph Brasil recentemente, a aproximação do calendário eleitoral trará mais incertezas ao turbulento cenário político e econômico nacional ao longo deste ano e o Bitcoin pode ser uma boa alternativa para o investidor brasileiro proteger-se contra a alta do dólar e a desvalorização do real.

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